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    <title>neu's Journals on Buzznet</title>
    <description><![CDATA[Sou niteroiense mas moro atualmente em Saquarema-RJ.
Postarei aqui algumas fotos minhas, e dos meus dois filhos lindos Sofia e Pedro Lucas!

...&quot;Sou apenas uma mistura confusa de todas as informações que recebi, hoje com o coração batendo assustado, amanhã apareço chupando pirulito (F.Pessoa)&quot;]]></description>
    <link>http://neu.buzznet.com/user/journal/</link>
    <language>en-us</language>
		    <item>
	      <title><![CDATA[Eita nóis]]></title>
	      <link>http://neu.buzznet.com/user/journal/37163/</link>
	      <description><![CDATA[<P align=left><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA">"Teu nome jazia em pedaços sobre os degraus, rebrilhava como cacos de vidro sobre o asfalto. Era ainda verão, noite e desconsolo quente em gotas de suor e música. Era eu ainda um escravo quando me descobri em teus olhos, entre murmúrios, entre cervejas, entre cartas anônimas, poemas, copos plásticos, bares, avenidas. Não tentei fugir das algemas – teus olhos –, do cansaço, do sono, do sonho, do desengano. Quando notei, meu nome jazia em pedaços junto ao teu. E quando me perguntaram quem eu era, eu já não era coisa alguma... E quando perguntaram meu nome, só pude responder:<BR>– Não tenho um nome."</SPAN></P>
<P align=right>&nbsp;</P>]]></description>
		  		  <category>Buzznet</category>
	      <dc:creator>neu</dc:creator>
	      <dc:date>2006-07-21T11:18:41Z</dc:date>
	    </item>
		    <item>
	      <title><![CDATA[Pra guardar e só..]]></title>
	      <link>http://neu.buzznet.com/user/journal/32947/</link>
	      <description><![CDATA[<P>“O medo sempre me guiou para o que eu quero. E porque eu quero, temo. Muitas vezes foi o medo que me tomou pela mão e me levou. O medo me leva ao perigo. E tudo o que eu amo é arriscado." </P>
<P>Clarice Lispector.<BR></P>
<P>e....</P>
<P>"EM INUTILIDADES"</P>
<P><BR>"QUANDO FAZEMOS TUDO PARA QUE NOS AMEM...E NÃO CONSEGUIMOS,RESTA-NOS UM ÚLTIMO RECURSO,NÃO FAZER MAIS NADA.POR ISSO DIGO,QUANDO NÃO OBTIVERMOS O AMOR,O AFETO E A TERNURA QUE HAVÍAMOS SOLICITADO,...MELHOR SERÁ DESISTIRMOS E PROCURAR MAIS ADIANTE OS SENTIMENTOS QUE NOS NEGARAM.NÃO FAÇAMOS ESFORÇOS INÚTEIS,POIS O AMOR NASCE OU NÃO ESPONTÂNEAMENTE,MAS NUNCA POR FORÇADE IMPOSIÇÃO.AS VEZES É INÚTIL ESFORÇAR-SE DEMAIS...NADA SE CONSEGUE;OUTRAS VEZES,NADA DAMOS E O AMOR SE RENDE A NOSSOS PÉS.SENTIMENTOS SÃO SEMPRE UMA SURPRESA.NUNCA FORAM UMA CARIDADE MENDIGADA,UMA COMPAIXÃO OU UM FAVOR CONCEDIDO.QUASE SEMPRE AMAMOS A QUEM NOS AMA MAL,E DESPREZAMOS QUEM MELHOR NOS QUER BEM.ASSIM,REPITO QUANDO TIVERMOS FEITO TUDO PARA CONSEGUIR UM AMOR,E FALHADO,RESTA-NOS UM SÓ CAMINHO....O DE MAIS NADA FAZER."</P>
<P>&nbsp;</P>
<P>Fodástica !!!&nbsp;Eu a adoro&nbsp;pq ela escreve o que eu sempre pensei mas nunca consegui colocar no papel como ela. </P>
<P>&nbsp;</P>
<P>Beijos Neu, </P>
<P>&nbsp;</P>
<P>e</P>
<P>boa semana pra geral !!!!!!!!!<BR></P>]]></description>
		  		  <category>Buzznet</category>
	      <dc:creator>neu</dc:creator>
	      <dc:date>2006-07-04T08:01:30Z</dc:date>
	    </item>
		    <item>
	      <title><![CDATA[Merda]]></title>
	      <link>http://neu.buzznet.com/user/journal/31321/</link>
	      <description><![CDATA[<P>Descobri uma coisa que me deixa enjoada mesmo: É quando um filha da puta acha um celular que não é dele e não devolve à dona. Caralho, não é nem pela porra do aparelho, mas pelos meus contatos, meus telefones importantes, mensagens e fotos. <BR>&nbsp;<BR>São essas coisas que me fazem perder a esperança em um mundo civilizado. <BR>Sinceridade ? Caráter ? Vergonha na cara ? Foda-se !!! Tá tudo no esgoto.<BR>Sacanagem e escrotidão virou rotina nessa porra. </P>
<P>Faz isso, vai fodendo com a sua existência vai levando a sua desgraça de vida com seu egoísmo junto.. Eu nem preciso fazer nada.<BR>A vida te devolve. </P>
<P>E não esqueça de enfiar o meu celular dentro do olho do seu cú !!!!</P>
<P>Foda-se. </P>
<P>Essa semana vou comprar um novo aparelho, e eu quero o melhor, só de raiva. </P>
<P>&nbsp;</P>
<P>&nbsp;</P>]]></description>
		  		  <category>Buzznet</category>
	      <dc:creator>neu</dc:creator>
	      <dc:date>2006-06-26T19:16:00Z</dc:date>
	    </item>
		    <item>
	      <title><![CDATA[Resoluções...]]></title>
	      <link>http://neu.buzznet.com/user/journal/30134/</link>
	      <description><![CDATA[<P>- Eu atraio gente louca.<BR>- As pessoas são loucas.<BR>- Na maioria das vezes o maior problema das pessoas são ELAS próprias. <BR>- Na dúvida não coma. Mas e se for de chocolate hein?<BR>- Existem mundos completamentes&nbsp;diferentes e opostos&nbsp;do meu.<BR>- Não se pode ter tudo, mas não&nbsp;dá pra se viver&nbsp;de migalhas.<BR>- Dupla personalidade é muito comum,mais do que se pode imaginar.<BR>- São poucos os meninos de hoje em dia que viram homens.<BR>- Beber água é obrigatório sempre.</P>
<P>- Feliz de quem tem amigos. <BR>- Feliz de quem sabe que auto-estima é o caminho!!! </P>]]></description>
		  		  <category>Buzznet</category>
	      <dc:creator>neu</dc:creator>
	      <dc:date>2006-06-21T12:40:00Z</dc:date>
	    </item>
		    <item>
	      <title><![CDATA[...]]></title>
	      <link>http://neu.buzznet.com/user/journal/30127/</link>
	      <description><![CDATA[<P><STRONG><EM>Pessoas problemáticas...</EM></STRONG></P>
<P><STRONG><EM>"Tutto il resto è noia, <BR>no, non ho detto gioia, <BR>ma noia, noia, noia <BR>maledetta noia..." <BR><BR></EM></STRONG>(Tutto il resto è' noia <BR>Franco Califano) </P>
<P>&nbsp;</P>
<P><A href="http://www.malvados.com.br">www.malvados.com.br</A>&nbsp; Esses&nbsp;bichinhos são feios, são maus, politicamente incorretos, sarcásticos...&nbsp;E eu adoro. </P>
<P>Veja o link "proibidões". </P>
<P>&nbsp;</P>
<P><A href="http://stuff.twoday.net/">http://stuff.twoday.net/</A>&nbsp; Mil maneiras de abrir uma garrafa de cerveja,</P>
<P><BR>&nbsp;</P>
<P>&nbsp;</P>]]></description>
		  		  <category>Buzznet</category>
	      <dc:creator>neu</dc:creator>
	      <dc:date>2006-06-21T11:40:00Z</dc:date>
	    </item>
		    <item>
	      <title><![CDATA[Tabacaria - o mais belo texto do mundo]]></title>
	      <link>http://neu.buzznet.com/user/journal/29838/</link>
	      <description><![CDATA[<P><EM><FONT size=5><SPAN style="FONT-SIZE: 100%">"Tomem-no como quiserem, pensem o que lhes apetecer, à hora a que escrevo estas linhas,"Tabacaria" é o mais belo texto do mundo."</SPAN><BR><BR></FONT></EM><SPAN style="FONT-SIZE: 85%"><FONT size=3>J.PIERRE THIBAUDAT, Le Monde, 12 de Maio de 1985</FONT><BR></SPAN></P>
<P>&nbsp;</P>
<P>TABACARIA</P>
<P>Não sou nada.<BR>Nunca serei nada.<BR>Não posso querer ser nada.<BR>À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.<BR><BR><BR>Janelas do meu quarto,<BR>Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é<BR>(E se soubessem quem é, o que saberiam?),<BR>Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,<BR>Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,<BR>Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,<BR>Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,<BR>Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,<BR>Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.<BR><BR><BR>Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.<BR>Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,<BR>E não tivesse mais irmandade com as coisas<BR>Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua<BR>A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada<BR>De dentro da minha cabeça,<BR>E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.<BR><BR><BR>Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.<BR>Estou hoje dividido entre a lealdade que devo<BR>À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,<BR>E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.<BR><BR><BR>Falhei em tudo.<BR>Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.<BR>A aprendizagem que me deram,<BR>Desci dela pela janela das traseiras da casa.<BR>Fui até ao campo com grandes propósitos.<BR>Mas lá encontrei só ervas e árvores,<BR>E quando havia gente era igual à outra.<BR>Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?<BR><BR><BR>Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?<BR>Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!<BR>E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!<BR>Gênio? Neste momento<BR>Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,<BR>E a história não marcará, quem sabe?, nem um,<BR>Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.<BR>Não, não creio em mim.<BR>Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!<BR>Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?<BR>Não, nem em mim...<BR>Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo<BR>Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?<BR>Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -<BR>Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,<BR>E quem sabe se realizáveis,<BR>Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?<BR>O mundo é para quem nasce para o conquistar<BR>E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.<BR>Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.<BR>Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,<BR>Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.<BR>Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,<BR>Ainda que não more nela;<BR>Serei sempre o que não nasceu para isso;<BR>Serei sempre só o que tinha qualidades;<BR>Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,<BR>E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,<BR>E ouviu a voz de Deus num poço tapado.<BR>Crer em mim? Não, nem em nada.<BR>Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente<BR>O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,<BR>E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.<BR>Escravos cardíacos das estrelas,<BR>Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;<BR>Mas acordamos e ele é opaco,<BR>Levantamo-nos e ele é alheio,<BR>Saímos de casa e ele é a terra inteira,<BR>Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.<BR><BR><BR>(Come chocolates, pequena;<BR>Come chocolates!<BR>Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.<BR>Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.<BR>Come, pequena suja, come!<BR>Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!<BR>Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,<BR>Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)<BR><BR><BR>Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei<BR>A caligrafia rápida destes versos,<BR>Pórtico partido para o Impossível.<BR>Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,<BR>Nobre ao menos no gesto largo com que atiro<BR>A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,<BR>E fico em casa sem camisa.<BR><BR><BR>(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,<BR>Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,<BR>Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,<BR>Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,<BR>Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,<BR>Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,<BR>Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -<BR>Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!<BR>Meu coração é um balde despejado.<BR>Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco<BR>A mim mesmo e não encontro nada.<BR>Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.<BR>Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,<BR>Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,<BR>Vejo os cães que também existem,<BR>E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,<BR>E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)<BR><BR><BR>Vivi, estudei, amei e até cri,<BR>E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.<BR>Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,<BR>E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses<BR>(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);<BR>Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo<BR>E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente<BR><BR><BR>Fiz de mim o que não soube<BR>E o que podia fazer de mim não o fiz.<BR>O dominó que vesti era errado.<BR>Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.<BR>Quando quis tirar a máscara,<BR>Estava pegada à cara.<BR>Quando a tirei e me vi ao espelho,<BR>Já tinha envelhecido.<BR>Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.<BR>Deitei fora a máscara e dormi no vestiário<BR>Como um cão tolerado pela gerência<BR>Por ser inofensivo<BR>E vou escrever esta história para provar que sou sublime.<BR><BR><BR>Essência musical dos meus versos inúteis,<BR>Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,<BR>E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,<BR>Calcando aos pés a consciência de estar existindo,<BR>Como um tapete em que um bêbado tropeça<BR>Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.<BR><BR><BR>Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.<BR>Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada<BR>E com o desconforto da alma mal-entendendo.<BR>Ele morrerá e eu morrerei.<BR>Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.<BR>A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.<BR>Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,<BR>E a língua em que foram escritos os versos.<BR>Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.<BR>Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente<BR>Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,<BR><BR><BR>Sempre uma coisa defronte da outra,<BR>Sempre uma coisa tão inútil como a outra,<BR>Sempre o impossível tão estúpido como o real,<BR>Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,<BR>Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.<BR><BR><BR>Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)<BR>E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.<BR>Semiergo-me enérgico, convencido, humano,<BR>E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.<BR><BR><BR>Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los<BR>E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.<BR>Sigo o fumo como uma rota própria,<BR>E gozo, num momento sensitivo e competente,<BR>A libertação de todas as especulações<BR>E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.<BR><BR><BR>Depois deito-me para trás na cadeira<BR>E continuo fumando.<BR>Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.<BR><BR><BR>(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira<BR>Talvez fosse feliz.)<BR>Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.<BR>O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).<BR>Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.<BR>(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)<BR>Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.<BR>Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo<BR>Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.<BR><BR><BR><SPAN style="FONT-SIZE: 85%"><FONT size=3>(Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa, 15-1-1928)</FONT></SPAN></P>
<P><BR></P>]]></description>
		  		  	<category>o mais belo texto do mundo</category>
		  		  <category>Buzznet</category>
	      <dc:creator>neu</dc:creator>
	      <dc:date>2006-06-20T10:40:32Z</dc:date>
	    </item>
		    <item>
	      <title><![CDATA[Bonito]]></title>
	      <link>http://neu.buzznet.com/user/journal/28009/</link>
	      <description><![CDATA[<P>"...Se te sentires perdido numa noite assim<BR>Em que estrelas se misturam pelo chão<BR>Com o vento e a poeira<BR>As lembranças e os cansaços<BR>Que te fazem procurar...o teu olhar<BR>Se te sentires perdido numa noite assim<BR>A deriva pelo meio multidão<BR>Sem saber qual e o caminho certo<BR>E o momento de parar....e ouvir a voz do teu coração<BR>Pode ser que encontres no olhar de alguém<BR>O teu mundo perdido<BR>A cor do teu céu...<BR>Uma chama que a lua faz dançar no escuro<BR>Um desejo escondido...<BR>E o que ficou...<BR>Nos teus sentidos...<BR>De alguma canção<BR>Na rua um silêncio colado a pele<BR>A noite acende um mundo no teu peito...<BR>E vais talvez mais dentro mais longe do que nunca<BR>Para tentar tocar o fundo com as mãos<BR>Pode ser que encontres no olhar de alguém<BR>O teu mundo perdido a cor do teu céu...<BR>Uma chama que a lua faz dançar no escuro<BR>Um desejo escondido<BR>E o que ficou...<BR>Nos teus sentidos...<BR>De alguma canção<BR>Enquanto te confundes nos gestos loucos a multidão<BR>Enquanto sopra o fogo distante e cresce de mão em mão<BR>Pode ser que encontres no olhar de alguém<BR>O teu mundo perdido a cor do teu céu<BR>Uma chama que a lua faz dançar no escuro<BR>Um desejo escondido<BR>E o que ficou...<BR>Nos teus sentidos...<BR>Da alguma canção ..."</P>
<P>&nbsp;</P>
<P>;-*</P>]]></description>
		  		  <category>Buzznet</category>
	      <dc:creator>neu</dc:creator>
	      <dc:date>2006-06-13T08:08:25Z</dc:date>
	    </item>
		    <item>
	      <title><![CDATA[:~]]></title>
	      <link>http://neu.buzznet.com/user/journal/26571/</link>
	      <description><![CDATA[<P>"Sabe, pra mim a vida é um punhado de lantejoulas e purpurina que o vento sopra. Daqui a pouco tudo vai ser passado mesmo, deixa o vento soprar, let it be, fique pelo menos com o gostinho de ter brilhado um pouco."</P>
<P>Caio F. Abreu</P>
<P>&nbsp;</P>
<P><SPAN class=L id=lblName></SPAN>&nbsp;</P>]]></description>
		  		  <category>Buzznet</category>
	      <dc:creator>neu</dc:creator>
	      <dc:date>2006-06-06T12:55:00Z</dc:date>
	    </item>
		    <item>
	      <title><![CDATA[Dor]]></title>
	      <link>http://neu.buzznet.com/user/journal/25687/</link>
	      <description><![CDATA[<P>Pedro Lucas&nbsp;sem querer bateu com o dedinho do pé&nbsp;com muita força no pé de uma cadeira de madeira (quem já passou por isso sabe como é doloroso)</P>
<P>"DÓ<STRONG>GR</STRONG>A* !!!</P>
<P>EU O<STRONG>T</STRONG>EIO** ISSO !!!</P>
<P>EU QUERO QUE TODAS AS COISAS DO MUNDO FIQUEM MOLES... MUITO, MUITO&nbsp;MOLES !!!</P>
<P>MENOS AS PESSOAS!!!"</P>
<P>&nbsp;</P>
<P>Legenda:</P>
<P>* Droga</P>
<P>**Odeio</P>]]></description>
		  		  <category>Buzznet</category>
	      <dc:creator>neu</dc:creator>
	      <dc:date>2006-06-01T08:34:00Z</dc:date>
	    </item>
		    <item>
	      <title><![CDATA[Gripe]]></title>
	      <link>http://neu.buzznet.com/user/journal/23885/</link>
	      <description><![CDATA[<P>Ai, que inferno!! A maldita me pegou... Estou derrubadíssima... Mas existe a pergunta que não quer calar: por que nossos filhos sempre escolhem os nossos piores dias para terem os seus piores dias???? Fiz chá de&nbsp;camomila pra eles, mas acho que quem vai tomar sou eu...... </P>
<P>Na veia...</P>]]></description>
		  		  <category>Buzznet</category>
	      <dc:creator>neu</dc:creator>
	      <dc:date>2006-05-22T14:38:47Z</dc:date>
	    </item>
	  </channel>
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